| Recomeço na Zona Rural |
| NotÃcias |
| Escrito por Reportagem: Felipe Lima / Fotos: Roberto Esteves |
| Qua, 02 de Fevereiro de 2011 02:04 |
![]() Para quem tem pouco, a perda é ainda maior. Esse é o sentimento de muitas pessoas que moram na zona rural da região serrana do Rio de Janeiro. No depósito da Central de Abastecimento (Ceasa) de Conquista, em Nova Friburgo, Luiz Cláudio Coutinho Rosa, coordenador do local, anda sem parar de um lado para o outro do pátio, orientando o armazenamento e a triagem dos materiais das doações. Contando com a ajuda de moradores de lugares próximos, ele forma uma corrente humana assim que chega um caminhão com donativos no pátio, a fim de acelerar o descarregamento. ![]() A entrega vem do EspÃrito Santo e, como a maioria dos envios que chegam de fora do Estado, chega sem a separação ideal. Sendo assim, o trabalho é maior, pois existe uma sistemática de armazenamento para que não se contamine ou estrague os alimentos. A Cruz Vermelha Brasileira auxilia nesse momento, conforme explica Jorge Roberto Vieira, coordenador da equipe de Socorros e Desastres, que fala: “temos um controle sobre o que chega até nós, um documento é gerado e se descrimina o que é repassado, para evitar desvios e extravios. A logÃstica é feita de acordo com a necessidade do municÃpioâ€. ![]() Trabalhando desde o terceiro dia após as chuvas de 11 de janeiro, Luiz Cláudio, fala: “a Cruz Vermelha está trazendo materiais para nós e conseguindo dar um planejamento mÃnimo. Temos a ajuda de muitos voluntários que vem do Rio e Niterói nos fins de semana, assim como, um jipe clube do Rio, que está fazendo um trabalho muito bom, sobretudo nos locais de difÃcil acesso. Estamos atendendo as pessoas da região rural de Teresópolis, da região alta de Vieiras, Santo André, Campinas, além do pessoal de Pilões e Friburgo, precisamos de coisas pontuais agora, como medidores eletrônicos de pressãoâ€. ![]() O maior problema para os moradores rurais tem sido a falta de energia elétrica, grande parte da produção está se perdendo, o que não foi com a enchente está morrendo com a falta de irrigação. Para quem tem pouco, a perspectiva de restabelecimento é longa, como explica AlcebÃdes Pires Soares, que já plantou inúmeros gêneros, mais devido à idade e as operações que passou, hoje em dia concentrou sua plantação em apenas uma cultura, a hortelã, e disse: “estão ativando a luz, mais como foi muito grande o problema, ainda não chegou. Vai demorar de 90 a 120 dias para voltar à plantação, essa fase de agora está muito ruim. Eu perdi uns 5 ou 6 mil reais, perdi a estação inteira, sem dizer o sofrimento. Minha mulher perdeu a famÃlia que morava em Vieras e está doente também, agora já complicou tudo. Eu perdi um sobrinho em Friburgo, morreu muita gente, perdi colegas perto de casa. A tragédia começou de cima, trabalhei das 9 horas da manhã à 1h30, no dia seguinte, peguei a enxada e comecei. Estou com 67 anos e nunca vi tanta água na minha vida como nessa vezâ€. No galpão do Ceasa as histórias de perda se repetem, o prejuÃzo financeiro é apenas o sinal de uma longa etapa de reconstrução da localidade, o agricultor Amarildo Coelho Pereira, relata sobre o dia da chuva, e diz: “parecia um tremor, à s 3h, ouvi um barulho enorme, sai correndo, resgatei a minha famÃlia, mais cinco minutos e todos morreriam, na casa do meu irmão morreram 12 pessoas, o resto da minha famÃlia está em um abrigoâ€. Mesmo abalados, AlcebÃdes e Amarildo, não pararam de ajudar, ambos descarregavam o caminhão que a pouco estacionou. Assessoria de Imprensa da Cruz Vermelha Brasileira - Walter Ciglioni 11 9102-0202 Reportagem: Felipe Lima / Fotos: Roberto Esteves Press Office / Oficina de Prensa Brazilian Red Cross / Cruz Roja Brasileña +55 (21) 7710-1026 / +55 (21) 2507-3392 / +55 (21) 2507-3577 Praça Cruz Vermelha, 10 /12 Centro 20230-130 Rio de Janeiro - RJ www.cruzvermelha.org.br |
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