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Telefone via satélite possibilita comunicação entre isolados pela chuva e parentes
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Escrito por Programa Questão de Justiça   
Sáb, 22 de Janeiro de 2011 15:47

                           Depois das enchentes e dos deslizamentos que atingiram o Brasil no dia 12 de janeiro, muitas pessoas ainda estão isoladas, sem comunicação com o mundo. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, a pedido da Cruz Vermelha Brasileira, disponibilizou telefones via satélite para que moradores da região serrana do Rio de Janeiro pudessem se comunicar e tranqüilizar os parentes.

O distrito de Vieira, em Teresópolis, é uma destas regiões que ficaram isoladas no estado do Rio, onde a enchente e os deslizamentos de terra já deixaram mais de 700 mortos, centenas de desaparecidos e cerca de 15 mil desabrigados. Ainda não há eletricidade, nem telefone e mais corpos são encontrados à medida que as equipes de resgate removem a lama e os destroços das casas. O desastre climático também afetou os estados de São Paulo e Minas Gerais.

O restabelecimento de contatos familiares é parte da resposta conjunta liderada pela Cruz Vermelha Brasileira, com o apoio do CICV. No momento, equipes conjuntas estão nos municípios de Teresópolis e Nova Friburgo para oferecer ligações via satélite de até dois minutos à população que não pôde entrar em contato com seus parentes, preocupados, que vivem em outras áreas.

"Essa tecnologia é uma maneira espetacular de encontrar as pessoas. O telefone permite sentir melhor a pessoa do outro lado da linha e tranquilizá-la", conta Osvaldo Amarante, chefe do Departamento Nacional de Busca de Paradeiro da CVB, que acompanhou um dos grupos.

O estudante de medicina Daniel Tignola, 22 anos, integra a equipe de saúde que atende de maneira improvisada dentro de uma mercearia em Vieira, depois que o posto de saúde oficial foi destruído. "As pessoas simplesmente não têm noção do que aconteceu aqui. Esse trabalho da Cruz Vermelha é fundamental para apoiar a população local", disse.

Stephan Sakalian está à frente do projeto do CICV na cidade do Rio de Janeiro, que visa a reduzir as consequências humanitárias da violência armada em sete comunidades na capital fluminense. "O CICV está profundamente solidário à dor da população", declarou. "Esperamos que nossa experiência em atuar em emergências humanitárias possa contribuir para aliviar o sofrimento que as enchentes e os deslizamentos causaram a tantas pessoas".
Última atualização em Sáb, 22 de Janeiro de 2011 16:08
 

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