| Ophir Cavalcante classifica de “imoral†pagamento de pensão a ex-deputados |
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| Escrito por Programa Questão de Justiça |
| Seg, 07 de Fevereiro de 2011 11:31 |
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Reportagem Fernando Gallo – Folha de São Paulo     O Estado de São Paulo gasta atualmente R$ 2,9 milhões por mês com pagamento de pensão a 283 ex-deputados estaduais ou dependentes. Em termos anuais, o valor chega a R$ 34,5 milhões. A informação foi repassada pela secretaria da Fazenda, a pedido da Folha. Entre os beneficiados estão 127 ex-deputados e 156 dependentes. A Fazenda não revelou quem são e disse "preservar o sigilo em relação à identificação". Informou apenas que considera como dependentes "viúvas, filhos e companheiras". Ações contra pensão a ex-governadores já têm relatores no STF Os vencimentos variam de R$ 10.021 a R$ 20.042 no caso de ex-deputados, e de R$ 7.515 a R$ 20.042 no caso de dependentes. A Fazenda não explicou a diferença entre os valores mÃnimos. O teto, em ambos os casos, é igual ao salário recebido pelos deputados. O salário dos deputados paulistas subiu quase 62% em fevereiro, em efeito cascata provocado pelo aumento nos salários de deputados federais e senadores. Com o aumento, o gasto total anualizado com as pensões subiu de R$ 21,3 milhões para R$ 34,5 milhões. Segundo a Fazenda, o cálculo das pensões considera não só o salário mas também verbas como ajuda de custo e pagamento por comparecimento a sessões extras. O benefÃcio foi estabelecido em 1976, em lei que instituiu uma carteira de previdência exclusiva para os deputados da Assembleia. A lei foi extinta em 1991 e os beneficiários passaram a integrar o quadro de pensionistas do Estado, mas mantiveram os direitos assegurados. De acordo com a lei, o deputado que contribuÃsse por oito anos já podia pleitear a pensão, e receberia metade do valor total. Com vinte anos, receberia o valor total. Nenhuma pensão foi concedida depois de 1991. ![]() Ophir Cavalcante: legislações eram aberrações e sugadouros de dinheiro público 'IMORAL' Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, o pagamento das pensões é "imoral", ainda que de acordo com a lei. "Agride o bom senso e o bolso do contribuinte". Segundo ele, as diversas legislações especiais de aposentadorias e pensões criadas em vários Estados do paÃs a partir da década de 1970 eram "aberrações" e "sugadouros de dinheiro público", porque não previam nem necessidade de contribuição para a Previdência. "Infelizmente era a lógica de privilégios a ex-governadores e ex-parlamentares, fazendo do público uma extensão do privado." Ophir avalia que o sigilo em relação aos nomes dos ex-deputados e dependentes beneficiados é incompatÃvel com os princÃpios de transparência da Constituição. |
| Última atualização em Seg, 07 de Fevereiro de 2011 11:34 |
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