| A MAIOR REPROVAÇÃO DA HISTÓRIA NO EXAME DE ORDEM E A POLÊMICA EM TORNO DO ENSINO JURÃDICO NO PAÃS |
| Coluna - Dr. Leopoldo LuÃs Lima Oliveira |
| Escrito por LEOPOLDO LUIS LIMA OLIVEIRA advogado, pós graduado em direito tributário, processo penal e direito |
| Seg, 11 de Julho de 2011 15:51 |
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O exame de Ordem e as faculdades que não conseguem aprovar nenhum candidato são os temas do momento. Não poderia deixar de ser e o candidato não deve desistir de seu sonho. O exame é requisito essencial para quem quer tornar-se efetivamente um(a) ´´advogado(a), de acordo com previsão em lei Federal; sendo uma das preocupações do estudante e da famÃlia já no primeiro ano da faculdade de direito. O recebimento da carteira profissional de advogado(a) é um sonho a ser conquistado. Uma etapa de muitas a serem ultrapassadas no decorrer da carreira jurÃdica do profissional. Um estudo sem fim, que coloca o exame de ordem como um pré-requisito dentre muitos a serem galgados. Primeiramente é necessário cursar uma faculdade de direito credenciada e obter o diploma de bacharel, para assim pretender ingressar na carreira e possuir habilitação para exercer uma das profissões mais importantes do chamado Estado Democrático de Direito. O advogado como indispensável à administração da Justiça possui responsabilidades que de certa forma canalizam a discussão sobre o papel da educação na formação do estudante e do futuro profissional do direito. Nas últimas semanas voltou a tona a discussão em torno do ensino jurÃdico no PaÃs. Uma lista com 90 faculdades divulgada pela OAB Federal trouxe a reflexão sobre a qualidade do ensino jurÃdico no Brasil, onde segundo a lista o Ãndice de reprovação no exame de ordem foi um dos maiores da história. Em que pese as argumentações em torno do assunto, ou seja, quantidade de alunos, candidatos, treineiros, péssimo ensino ou número de faculdades que aprovam e não aprovam; é essencial que a fiscalização seja ainda maior. A Ordem cumpre seu papel e merece aplausos.  Desde a criação dos cursos jurÃdicos, o número de faculdades não parou de crescer e a instituição preocupada com a qualidade dos futuros profissionais inscritos sempre se manifestou. Ainda assim pode-se dizer que a discussão hoje não deixa de ser menos importante, pois a tecnologia e a globalização trazem o assunto em um momento crucial. Uma faculdade totalmente à distância começa a existir, demonstrando a importância da comunicação no mundo do direito e a preocupação que os órgãos, entidades e a própria sociedade devem possuir. A realidade social atual, a globalização e a tecnologia trazem uma quebra de paradigmas, onde a importância do ensino na formação do aluno são essenciais para equalizar e sustentar a máquina operacional de valores sociais. Atrás das câmeras o cenário ascende suas luzes com uma dinâmica nova, onde a tecnologia separa o contato presencial de sala de aula, para dar lugar ao convÃvio e contato não presencial. O trânsito nas metrópoles é uma realidade e a responsabilidade e o compromisso de cada aluno com os estudos são aspectos que demonstram que a distância poderá remover montanhas. A existência de um curso, a possibilidade de expedição de um diploma e a responsabilidade pessoal do aluno ou candidato em buscar sua aprovação no exame de ordem não são a mesma coisa e devem ser analisados cuidadosamente. O exame de ordem não é virtual e é realizado pessoalmente, auferindo os conhecimentos adquiridos pelo candidato. Não seria demais que a polêmica voltasse a tona. Talvez imprescindÃvel, pois torna-se necessário repensar, lapidar e discutir o papel da educação, que começa na escola antes mesmo de ingressar nos bancos da Universidade. A bagagem de formação do cidadão, sua trajetória rumo ao enfrentamento do mercado de trabalho, seus conhecimentos adquiridos aptos a defender e ingressar na história do semelhante, defendendo os direitos que a lei maior impõe são pontos que exigem a existência de polÃticas públicas fortes no paÃs. O papel do governo, da famÃlia e especificamente da escola são essenciais e é salutar que a sociedade está no caminho certo. LEOPOLDO LUIS LIMA OLIVEIRA advogado, pós graduado em direito tributário, processo penal e direito penal, mestrando em direito penal, secretário geral adjunto da OAB Tatuapé e coordenador da Escola Superior de Advocacia ESA Núcleo Tatuapé |
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